30 de março de 2013

Resenha de O Curioso Caso de Benjamin Button



Quem já assistiu ao filme e se encantou com a interpretação de Brad Pitt em O Curioso Caso de Benjamin Button deixa eu contar um segredo: ler a história é sensacional. Dá uma emoção no final... 

O conto escrito por Francis Scott Key Fitzgerald relata uma história ocorrida em 1860, quando a medicina não tinha respostas para muitas coisas, principalmente para um caso tão incomum: um bebê nascido idoso que com o passar do tempo ia rejuvenescendo. O caso assustou a todos! Imaginem a reação da família que esperou ansiosamente pela chegada do bebê ao se deparar com um... um... bebê tão diferente. Enrugado e de cabelinhos brancos. 

Com a aparência de ser mais velho que o próprio pai, imaginem a confusão ao apresentar o bebê à sociedade da época. Para a tradicional e renomada família Button foi um tanto constrangedor. 

Quando Benjamin tinha a aparência de 50 anos, conheceu àquela que viria a ser sua esposa: Hildegarde Moncrief. Uma jovem inteligente e encantadora que logo fez Benjamin apaixonar-se perdidamente. Mas, ao longo dos anos, à medida que Hildegarde envelhecia e Benjamin rejuvenescia o amor foi esfriando... O jovem Benjamin estava em busca de aventuras! 

A situação só piorava a cada dia à medida que Roscoe, filho de Benjamin, crescia e ficava mais velho que seu próprio pai. E quando Roscoe teve um filho, o menino era amiguinho de seu avô. E Roscoe já havia há muito assumido a função de pai, mas o filho de Roscoe crescia, enquanto o pai se tornava a cada dia mais bebê. 

Enquanto o filme é um pouco dramático, no conto o caso é tratado com mais humor. Escrito de forma atraente, prazerosa e divertida é impossível não gostar! 

O filme e o conto retratam a história com pontos de vista diferentes, mas ambos têm algo em comum: As últimas palavras fazem você se encantar.

Conheça também: O Conde de Monte Cristo

23 de março de 2013

Resenha de Esperando por Você





Esperando por você é um livro tipicamente adolescente, mas uma delícia de ler. Amo essas leituras descontraídas onde você relembra uma fase de sua vida em que a preocupação em arrumar um namorado era tudo e você tinha uma super-melhor-amiga-confidente e os papos sobre garotos iam longe... O garoto que você está afim, claro, ele não sabe disso, nem desconfia... E você sonhando com aquele momento em que finalmente ele irá te notar. Quem disse que a adolescência é uma fase ruim? Paquerar e curtir com as amigas é tudo de bom! As decepções, as lágrimas no travesseiro, ah, isso faz parte. Parte do aprendizado nesta vida! 

Marisa é essa garota que descrevo. Ela tem uma melhor amiga, Sterling; o garoto de seus sonhos, Derek e seu amigo de infância que na adolescência ficou um tanto distante, Nash. Marisa mora com seus pais e sua irmã mais nova, Sandra. Preciso dizer que as duas brigam o tempo inteiro? 

O legal dos livros juvenis é que boa parte da história ocorre no ambiente escolar, que é uma fase maravilhosa da vida. Ok, se você é adolescente vai discordar de mim, vai dizer que a escola é um saco e blá, blá, blá, mas não se engane, essa é sim uma fase maravilhosa. As amizades e os papos nunca mais serão os mesmos, pode apostar! ;-) 

Ah, e se você não sabe, fui professora, ou seja, fiquei na escola por tempo de mais para saber que ela é legal. 

Susane Colasanti, a autora do livro, abordou de uma forma sutil, mas interessante, a questão de Marisa ter distúrbio de ansiedade e ter passado por uma fase de depressão que a deixou com fama de “esquisita” na escola. A autora não se aprofundou no assunto, pois o livro não é técnico, mas deu uma pincelada que ficou legal aproximar a personagem da realidade de alguns jovens. As reflexões de Marisa e o modo como encara a vida mostra a sua visão de adolescente e a autora narra isso de forma criativa, numa linguagem prazerosa e às vezes até engraçada. 

Recomendo o livro para quem está a fim de relaxar, curtir uma leitura agradável e relembrar os doces momentos que não voltam mais...

Mais informações no site da Editora Novo Conceito.

16 de março de 2013

Resenha de Tudo o que ela sempre quis



Tudo o que ela sempre quis foi um livro que passou um tempão na minha estante, mas quando finalmente o retirei de lá, não consegui largar dele! 

Natalie Bishop é uma médica em seu último mês de residência trabalhando no hospital St. Timothy’s em São Francisco. Ela teve uma infância difícil e formar-se em medicina era seu grande sonho, a oportunidade de ser “alguém” na vida, algo que sua mãe não foi. 

Entrar na universidade foi o primeiro passo para ascensão na vida de Natalie, ela logo fez amizade com sua companheira de quarto, Emily, e com as duas garotas do quarto ao lado, Laura e Madison, formando assim o grupo as Quatro Fantásticas. 

O grupo viveu experiências marcantes na vida de cada uma, mas, uma tragédia aconteceu e Emily acabou morrendo. O grupo se dispersou, assim como o grande amor de Natalie, Cole Parish, que, de certo modo, também estava ligado ao grupo. 

Dez anos se passam e as garotas não mantinham mais contato umas com as outras até o surgimento de um livro... O livro relata exatamente a história delas, o que causa um espanto entre as garotas. Elas acabam se reencontrando com o desejo de desvendar o mistério de quem havia escrito o livro, pois além de relatar histórias particulares sobre elas, o autor do livro acusa Natalie de ter assassinado Emily. Quem seria esse autor que estava incriminando Emily? Será que ela poderia confiar nas amigas para ajudá-la a encontrá-lo? Ou uma de suas amigas é quem poderia ter escrito o livro? Esses são os questionamentos que fazem de Tudo o que ela sempre quis um livro muito bom. Barbara Freethy nos deixa ansiosas para descobrir cada detalhe sobre a morte de Emily e se Natalie está envolvida ou não. 

Mas, mesmo diante de uma acusação tão grave, Natalie pôde relembrar o início da amizade com as garotas, esclarecer alguns fatos que ficaram mal-resolvidos e, principalmente, reencontrar Cole, pois era exatamente com ele que Natalie precisava superar suas mágoas e prosseguir com sua vida. Algumas coisas não podem simplesmente ficar no passado sem uma resolução, no futuro elas sempre voltam até que tudo possa se resolver.

Mais informações no site da Editora Novo Conceito.

9 de março de 2013

Resenha de Laços Inseparáveis






Queridos leitores, 

Meu ritmo de leitura diminuiu bastante por conta do trabalho, mas, mesmo em ritmo lento, estou sempre lendo algum livro. Terminei Laços Inseparáveis já faz um tempinho. Agora estou lendo Tudo o que ela sempre quis e posso dizer que é um livro muito bom. A próxima resenha será sobre ele. Não percam! Amo a visita de vocês! 

Bjos! 

Resenha de Laços Inseparáveis 

Que Emily Giffin é uma grande escritora, isso não é novidade, mas posso dizer que esse trabalho dela foi esplêndido e ela escreveu uma história de forma madura e surpreendente. Amei cada página do livro. Há momentos emocionantes e você se envolve facilmente com a leitura. 

O ponto forte do livro é a questão da adoção. Kirby Rose é uma garota de 18 anos que foi adotada, e como acontece com algumas pessoas que são adotadas, ela quis conhecer seus pais biológicos. Então você reflete sobre muitas coisas: O amor de Kirby aos pais adotivos; a reação dos pais adotivos ao descobrirem que Kirby quer conhecer seus pais biológicos; a reação da mãe biológica ao saber que a garota que está ali parada na sua frente é sua filha que ela abandonou há 18 anos... São muitas emoções em versões diferentes. Você sente indignação e compaixão ao mesmo tempo. E o mais interessante é perceber como toda a situação amadurece os personagens. 

Marian Caldwell no início é bastante fria (pelo menos aparentemente). Seu namorado, Peter, é quem a faz perceber isso e a incentiva a “consertar as coisas”, nem que para isso a vida dela dê uma reviravolta. 

Kirby Rose às vezes se porta de uma maneira adolescente e imatura, mas quando analisamos bem a situação percebemos como ela é forte, corajosa, e apenas tenta resolver as coisas do seu jeito. Mas ela é a razão de boa parte das emoções do livro. 

Conrad Night é aquele personagem que faz você se apaixonar por ele desde o primeiro momento. Tem seus pontos fracos, mas seu charme e bom caráter supera tudo. 

Os pais biológicos de Kirby não poderiam desempenhar outra função: ficam inseguros, achando que não há necessidade dela procurar os pais biológicos, querem evitar mais sofrimento, sentem ciúmes... Normal. 

Estou aqui me controlando para não soltar spoiler, são tantas coisas emocionantes que queria compartilhar com vocês! O livro é muito bom. Vocês deveriam ler. 

A história é narrada segundo o ponto de vista de Kirby e de Marian. Então é legal acompanhar as emoções de cada uma. A autora descreve muito bem as inseguranças, as características de cada personagem. Você fica naquela expectativa pelo final feliz, pelos reencontros, pelo perdão... Ah, é uma história linda! 

O livro nos mostra que os segredos, os erros que tentamos esconder dos outros e de nós mesmos, sempre são revelados. Nesse caso, o passado vem à tona mesmo, retratando toda essa questão da escolha que fazemos enquanto somos jovens e que não há como encobrir algumas coisas sem sofrer as consequências dos atos. Mas no fim o que importa é tentar corrigir o que foi adiado por tanto tempo. Mesmo que certas coisas não possam ser corrigidas, ao menos elas podem ser amenizadas.

Mais informações no site da Editora Novo Conceito