Resenha do livro Um Amor para Recordar

24 de maio de 2011




Sou fã de histórias românticas, e me encantar é o que o Nicholas Sparks faz com muita propriedade. Não é à toa que esse escritor é um dos mais adorados em todo o mundo. 

O livro Um Amor para Recordar é mais um de seus grandes sucessos. Há quem diga que é o livro mais romântico do autor. A história acontece em Beaufort, litoral da Carolina do Norte, em 1958, quando Landon Carter tinha apenas 17 anos. Ele morava com a família, seu pai e sua mãe, sendo que o pai era um homem muito ausente, passava a maior parte do tempo fora da cidade por causa do trabalho, o que não deixava Landon muito satisfeito, e, consequentemente, comprometia o relacionamento entre os dois. 

Landon era um jovem considerado “rebelde” para a sua época. Suas travessuras faziam dele um rapaz que não seria exatamente considerado um bom partido para Jamie Sullivan, filha do Pastor Hegbert. 

Jamie era uma jovem adorável, caridosa, meiga e verdadeiramente devotada a seus padrões religiosos. Mesmo diante da disparidade de comportamento entre ela e Landon, o amor acontece... E nós leitores somos beneficiados com uma linda história onde o forte sentimento que une esses dois jovens é exposto de forma genuína, suave e ao mesmo tempo resoluta. 

Não foi apenas o amor entre Landon e Jamie o que mais tornou o livro fascinante. A maneira como o perdão, a caridade, o serviço abnegado e a fé são colocados no livro nos emociona também. O que mais me encantou no livro? Com certeza a maneira carinhosa com que Landon trata Jamie. É de deixar qualquer mulher desejando o mesmo, até por que o romantismo dos anos 50 não é o mesmo na atualidade... Mas, vamos aos fatos! O que mais me encantou foi o que Landon conseguiu enxergar na Jamie. Os jovens da época a repudiavam pelo simples fato dela ser diferente da maioria deles. Em nossas vidas, muitas vezes agimos assim. Nos afastamos de algumas pessoas pelo simples fato delas não serem iguais a nós, não seguirem os mesmos padrões, não terem os mesmos hábitos que possuímos. Rotulamos algumas pessoas sem ao menos conhecê-las. Quando coisas desse tipo acontece, perdemos grandes oportunidades. Perdemos o privilégio de conhecermos pessoas incríveis, pessoas com as quais podemos aprender e viver experiências marcantes. Perdemos a oportunidade de conhecer pessoas que muitas vezes nos inspiram a fazer o bem. Nos fazem ver as coisas de um modo diferente, de um modo mais especial. Por outro lado, o que Jamie enxergou em Landon também nos faz refletir que algumas pessoas fazem uso de uma aparência que não demonstra verdadeiramente quem são. 

Há pessoas que só precisam de uma oportunidade para deixar fluir os sentimentos generosos que possuem. Precisamos olhar para as pessoas sem julgá-las pela aparência, mas procurando ver o que há de bom em seu coração. Precisamos dar essa chance aos outros e a nós mesmos, afinal, todos nós precisamos de um amor para recordar...

O livro está à venda no site da Amazon

Leia também: A luz que me salva.

Resenha de Morte e Vida de Charlie St. Cloud

13 de maio de 2011

F-A-S-C-I-N-A-N-T-E!!! É como eu posso definir o livro Morte e Vida de Charlie St. Cloud da primeira até a última linha. Não consegui desgrudar do livro por dois dias! E ao terminar de lê-lo, me considero uma leitora completamente satisfeita!

Esse é um dos livros que nos inspira a termos pensamentos bons. Que nos faz refletir sobre a nossa existência e questionarmos se estamos tomando as decisões certas. O escritor Ben Sherwood nos presenteou com uma linda história. Eis o que compartilho com vocês:

Às vezes pequenas decisões mudam uma vida inteira. Foi o que aconteceu com os irmãos Sam e Charlie St. Coud, quando movidos pelo desejo juvenil de viver uma aventura, saíram de casa sozinhos, dirigindo de Marblehead até Boston, Massachusetts, para assistir a um jogo de beisebol.

O que os dois irmãos jamais imaginariam é que as coisas não acabariam exatamente com eles tinham planejado, pois, ao fazermos escolhas, nem sempre somos responsáveis pelas consequências. Então, a aventura dos garotos teve como consequência algo que eles não puderam prever: a vida de Sam foi tirada precocemente e a de Charlie, a partir de então, tomou um rumo que, de certa forma, também o fez parar de viver. 

Quando Tess Carroll aparece na vida de Charlie de uma forma inusitada, toda aquela situação o faz rever suas escolhas, o faz sentir o desejo de se libertar da prisão que ele mesmo criou para si e viveu nela durante treze anos. 

Muitas vezes, assim como Charlie, nos culpamos por nossas escolhas erradas, nos aprisionamos a elas sem nos darmos conta de que certas experiências são importantes, mas não devem ser lembradas para sempre. Se for inevitável para nós esquecê-las, devemos lembrar-nos delas apenas para não repetir os mesmos erros, e jamais para nos aprisionarmos neles.

Constantemente precisamos dar novos passos, nos arriscarmos a viver o desconhecido, sair de nossa zona de conforto, fugir de certas rotinas, e, principalmente, temos que aprender a perceber que as respostas que buscamos nos aparecem de formas bastante simples. Mas vivemos tão presos as nossas aflições que não podemos perceber essas respostas através de nossa visão humanamente limitada.

As coisas que nos trazem alegria são as mais simples. São as que estão em nosso dia a dia, em nosso trabalho, em nossa família, no simples ato de conversar, sorrir, preparar uma refeição, comê-la, consertar algo quebrado, cumprimentar um velho amigo, assistir TV, ler um bom livro, dançar, nadar... Não há nada de excepcional em ser feliz.

As pessoas mais importantes são as que estão ao nosso lado, e muitas vezes achamos que o grande amor de nossa vida será alguém que ainda vamos conhecer, e vivemos esperando essa pessoa, sem perceber que só precisamos olhar para o lado e ela pode estar bem ali, invisível aos nossos olhos, por que nos acostumamos a olhar além... Além do que a nossa realidade permite.

Ao viver de nossas lembranças (sejam elas boas ou não) estamos nos aprisionando, e talvez aprisionando as pessoas que convivem conosco também. Estamos deixando de viver novas experiências, deixando de aprender com mais uma etapa, pois precisamos passar por várias etapas na vida. Quando não fazemos isso, deixamos de progredir, de crescer. Há muitas experiências pelas quais temos que passar, há muito o que viver, há muito o que descobrir... Descobrir a ouvir, descobrir o que somos capazes de ver.

O livro está à venda no site da Amazon.

Leia também: Aos perdidos, com amor.

Resenha do Livro Querido John de Nicholas Sparks

9 de maio de 2011



A história de amor de John e Savannah é simplesmente fantástica. Até o momento, para mim, é o melhor romance da atualidade. Uma das grandes características dos romances de Nicholas Sparks é a forma ingênua, simples e corriqueira em que as histórias de amor acontecem.

No início John e Savannah pareciam mais envolvidos por uma grande amizade, apesar da admiração e atração que ambos sentiam um pelo outro. No decorrer da história o amor se desenvolve até chegar ao ponto em que as promessas de um esperar pelo outro acontece.

John, volta a servir ao exército, e o período de separação passa a ser difícil para ambos. Após os atentados de 11 de Setembro, John se realista no exército, o que abala significativamente a relação dele com Savannah.

Mas a realidade é que nos recônditos da alma, o amor dos dois não acabou, e enquanto a lua no céu brilhar, haverá sempre, um amor para recordar.

Apesar da história de amor entre John e Savannah ser belíssima, a parte mais comovente do livro, é o relacionamento de John com seu pai. Há um amor forte e belo entre ambos, apesar do relacionamento marcado pela ausência de longos diálogos e algumas frustrações. Quando John descobre quem verdadeiramente é seu pai, a história fica comovente, e passamos a refletir mais sobre a importância de compreender mais as pessoas a nossa volta.

Um ótimo livro. Recomendo-o, com certeza!

O livro está à venda na Amazon.

Outros livros do autor: O milagre - Um porto seguro - Um homem de sorte - Um amor para recordar.

Resenha do livro A Última Música de Nicholas Sparks.






Uma história brilhante que relata o amadurecimento de uma jovem de dezessete anos (Ronnie), que ao passar o verão com seu pai (Steve Miller), juntamente com seu irmão (Jonah), se envolve em situações que a faz repensar sua maneira de viver e o seu relacionamento com a família.

Ronnie tem sérias dificuldades de relacionamento com seu pai, Steve. Desde que ele foi embora de casa, Ronnie não conseguia perdoar o pai. E havia três anos que eles não se falavam.

Durante o verão, Ronnie conhece Will, rapaz pelo qual acaba se apaixonando e descobrindo o amor. Juntamente com essa descoberta, Ronnie descobre a solidariedade e o perdão, o relacionamento dela com o pai dá uma reviravolta e Ronnie aos poucos vai descobrindo toda a verdade sobre a história de seus pais e o motivo da separação.

A história é completamente envolvente. Nicholas Sparks trabalha muito bem os personagens e não há como não apreciar a leitura do início ao fim.

O que mais me chamou a atenção no livro, foi a atitude de Steve. A paciência dele ao lidar com uma situação bastante aflitiva, mas que com sua sabedoria e amor paterno ele transforma essa situação em um momento de reconciliação onde é possível fazer prevalecer o perdão e a união entre a família.

O livro está à venda no site da Amazon.

Leia também: A luz que perdemos.