15 de setembro de 2017

A luz que é você



Sinopse:

A vida é sempre uma caixinha de surpresas. Mesmo quando procuramos organizá-la de acordo com os nossos planos, surge o inesperado. Mesmo quando buscamos manter tudo sob controle, alguns fatos simplesmente mudam tudo. Foi o que aconteceu na vida de Lana quando conheceu Khaled Youssef. Não estava nos planos dela se apaixonar. Nem nos planos dele. Mas os caminhos desses dois jovens se cruzaram e, através de uma simples amizade, surge um amor. 

Viver esse amor não será assim tão fácil, pois a família de Lana se opõe veementemente a essa união. E Khaled precisa enfrentar os fantasmas do seu passado para encontrar a paz que tanto busca.

Guerra, preconceito, intolerância, conflitos familiares. Será o amor capaz de superar tudo isso?

Nota da Autora

Nem sei como descrever a emoção que foi escrever este livro. As pesquisas que fiz para entender um pouco o que se passou com as pessoas que foram obrigadas a sair de sua terra natal e se aventurar em terras estrangeiras me causaram sentimentos diversos. Aprendi muito. Abri a minha mente para coisas que antes eu não compreendia. Foi tudo muito proveitoso.

Por que escrever um livro que relatasse um pouco a história das pessoas que saíram da Síria e se refugiaram em vários lugares? Não sei. Simplesmente, ao me preparar para escrever esse romance, vi que seria interessante sair da zona de conforto e escrever sobre algo novo. E, a partir dessa decisão, tudo começou a dar certo.

No início Khaled era um mistério para mim. Como escrever sobre um rapaz vindo de um país que eu não conheço, com costumes e cultura tão diferentes? Mergulhei nas pesquisas. O Google e o YouTube foram meus grandes aliados. Li e assisti sobre muitas histórias e, sem que eu percebesse, o Khaled tomou forma e já estava fazendo parte da minha vida. É uma sensação indescritível quando uma autora se apega tanto a um personagem. 

Espero ter conseguido transmitir a vocês toda a emoção que eu senti ao escrever essa história. Valeu muito a pena para mim.

Elaise G. Lima

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8 de setembro de 2017

Resenha do livro O sol também se levanta


Ernest Hemingway estava na minha lista de leitura há muito tempo. Meu desejo inicial era ler "Por quem os sinos dobram", mas, surgiu o desafio de ler "O sol também se levanta" em primeiro lugar.

Demorei um pouco a me adaptar ao estilo do autor. E a história em si pode até parecer cansativa. No entanto, há uma razão por trás disso. Hemingway é um dos autores que faz parte da Geração Perdida - grupo de artistas que estavam na França nos anos após a Primeira Guerra Mundial. Foi o que ocorreu com Jake Barnes, personagem principal. Ele e seus amigos viviam explorando a vida noturna em Paris. Festas, bares, viagens... Era a isso que se resumia o dia a dia desses personagens. 

Lady Brett Ashley era a única mulher do grupo. Tinha uma vida complicada. Vivia entregue à bebida e aos seus amores. Jake era apaixonado por ela, mas, se conformava em ser apenas seu amigo. Brett estava noiva de Mike, o que não a impediu de sair com Robert Cohn e ainda ter um caso com um jovem toureiro, Pedro Romero. E todos eram amigos. 

O ápice da história foi quando eles viajaram à Espanha para participarem da fiesta (Festa de São Firmino) e acompanharem as touradas, tão conhecidas na região. Hemingway as descreve em detalhes. O que causa certa repulsa em quem não aprecia o esporte. 

Solidão, melancolia, amores frustrados, amizade e vidas decadentes são abordados no livro.

A vida fútil, voltada inteiramente a festas, mascarava a dor de quem lutou e foi ferido na guerra. Como bem descreveu Jake:

“Talvez, com o tempo, acabamos por aprender algumas coisas, pouco importa o que seja. Tudo o que eu desejava era saber como viver. Talvez, aprendendo como viver, acabemos compreendendo o que há realmente no fundo de tudo isso.”