Resenha sobre Livro das Sombras

23 de julho de 2018

Sombrio, não? Nem tanto. É mais um romance adolescente mesmo. No entanto, o livro faz uma introdução ao universo wiccano. Wicca é uma religião pagã. Talvez a coisa ficasse mais sombria se a autora se aprofundasse mais nesse universo. Mas, ainda bem que ela não fez isso. Não gosto.

Esse livro estava há séculos no meu kindle e eu não quis devolvê-lo (ele estava emprestado pelo Kindle Unlimited) sem antes dar uma olhada em seu conteúdo. Fui lendo, lendo, lendo... Quando vi, estava interessada para saber no que ia dar.

Não me arrependo da leitura. Foi legal. Nela conhecemos Morgana Rowlands, uma jovem de 16 anos que vive com sua família (pai, mãe e irmã mais nova) e tem uma vida normal. Ela não se acha tão bonita quanto às suas colegas. Principalmente Bree, sua melhor amiga, que parece uma celebridade.

Tudo começa a mudar com a chegada de Cal à escola. Pois ele é um rapaz lindo que deixa todas as moças suspirando, inclusive Morgana, mas como ela acha que cal é "muita coisa" para ela, nutre sua paixonite pelo rapaz em silêncio. Sua melhor amiga, Bree, faz exatamente o oposto. Declara sua paixão abertamente e investe pesado no rapaz. E, claro, como era de se imaginar, é óbvio que Cal havia notado Morgana e estava a fim dela. Então, as duas melhores amigas acabam brigando.

Cal é um bruxo. Ele reúne alguns colegas da escola, entre eles Morgana e Bree, porque quer iniciar um coven, quer iniciar esses jovens na bruxaria. Morgana logo se destaca, o que deixa Bree enfurecida e Cal mais interessado. 

A história não acaba por aí, porque na verdade essa é uma série de 15 livros. Só que apenas 3 deles foram traduzidos até agora. Não sei se a editora vai publicar os demais, pois não vi muito público para essa série. 

Confesso que fiquei curiosa para saber mais sobre Cal e Morgana, até porque parece que Cal não é tão bonzinho e tem interesses duvidosos que são mais explorados no livro 2. O irmão dele surge e Morgana não sabe quem está dizendo a verdade e quem está mentindo. 

Não sei se lerei a continuação, pois de qualquer forma não vou saber o desfecho. E aí fica mais uma série incompleta. 

Bom, mas, para quem ficou curioso:

Série Coven:

1. Livro das Sombras
2. O Círculo
3. Bruxa de Sangue

Se quiser conhecer a história de uma bruxinha fofa, de um autor nacional, indico:

Lady Lake.

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Primeiras impressões sobre o livro Um Dia

19 de julho de 2018


Desde que foi lançado, em 2011, eu fiquei louca para ler esse livro. Com o filme e essa capa magnífica, fiquei mais louca ainda. Mas o tempo foi passando, passando... Então ontem, do nada, resolvi assistir ao filme. É lindo, gente, mas não vou mais ler o livro, não. Peguei somente a amostra para ler o primeiro capítulo e ver como a história era narrada. 

Emma Morley conheceu Dexter Mayhew na universidade. Ela tinha um amor platônico por ele, o rapaz rico e popular, que jamais olharia para uma garota como ela. 

No último dia de aula, eles acabaram se aproximando meio por acaso, e Dexter foi parar no quarto de Emma. Mas eles não fizeram nada além de ficar juntinhos e conversar. Emma não era uma garota de sexo sem compromisso, enquanto Dexter praticamente já havia dormido com todas as garotas da faculdade. A partir desse dia que passaram juntos, surgiu uma grande amizade. Na verdade, era mais que amizade, só que Dexter era "galinha", mimado e meio perdido na vida, não estava pronto para assumir compromissos. E ele sabia que Emma era especial. Uma garota para um compromisso sério.

Eles passam por momentos difíceis e decisivos em suas vidas. Um sempre sendo o apoio do outro. Claro que eles tiveram alguns desencontros e problemas na amizade, mas no fim das contas, sempre estavam juntos. 

Dexter demorou muito para amadurecer. Para tomar as decisões certas. E, talvez devido a isso, a vida cobrou um preço. 

É um livro que recomendo. Vale a reflexão. 

Leia também: Simplesmente Acontece.

Primeiras impressões sobre o livro 1984

17 de julho de 2018

1984, que foi originalmente publicado em 1949 é uma distopia futurista e considerado um clássico moderno. Gostei das primeiras páginas. Lembrei de Fahrenheit 451, que li em janeiro/fevereiro deste ano. 

O início da história descreve a vida de Winston, um homem de 39 anos que, como as demais pessoas, vive "aprisionado" pelo Estado. Na parede de todo apartamento há uma teletela, que fica ligada o tempo inteiro e transmite o que bem deseja. O morador do apartamento apenas pode controlar o se volume, às vezes, mas não pode desligá-la. A teletela também capta tudo o que é falado, como uma espécie de "escuta". E também filma. Mas há lugares do apartamento que sua câmera não alcança. E é se aproveitando disso que Winston decide escrever um diário, o que também é proibido. Ele conseguiu comprar um caderno e sentiu o desejo de escrever para o futuro, mesmo sendo incerto.

Winston começa registrando sobre um filme que viu no cinema na noite anterior. Os filmes sempre mostravam guerra e violência. E as pessoas aplaudiam. Uma mulher se indignou com a violência e foi retirada do cinema pela polícia.

Uma das programações que passava na teletela era Dois Minutos de Ódio. O programa era variado, mas o personagem principal era sempre o mesmo: Goldstein, um renegado e apóstata. Tinha sido um homem importante, mas se rebelara, havia sido condenado à morte e fugira. O propósito do programa era exatamente o que o título sugeria. As pessoas se sentiam com ódio, fúria, ao ver a imagem do traidor Goldstein e passavam a venerar o Grande Irmão. Outro fato que ocorria, é que era possível transferir o alvo desse ódio a outra pessoa. No caso de Winston, era uma garota de cabelos pretos. Ele a odiava.

Essas programações na realidade eram uma espécie de hipnose, mas Winston parecia estar imune. Ele fingia agir como os outros, mas algo nele havia despertado.

As crianças eram terríveis. Adoravam o Partido, foram treinadas para serem fiéis a ele. Gostavam de ver os enforcamentos aos quais eram submetidos os prisioneiros. Os pais temiam os filhos. Pois era comum quando as crianças ouviam algum comentário contrário ao Partido, denunciarem os pais. Winston não fazia parte dessa geração. Ele perdeu a mãe muito cedo. Provavelmente ela fora "abduzida" como os outros pais.

"A memória de sua mãe atormentava seu coração porque ela morrera amando-o quando ele era jovem e egoísta demais para poder retribuir o seu amor."

Gostei das primeiras páginas do livro. Sem dúvida, mais adiante, retomarei esta leitura. Imagino muitas aventuras ainda na vida de Winston.

Leia também: Fahrenheit 451

Resenha do livro O Cavaleiro da Morte

12 de julho de 2018

Sempre tenho um pouco de dificuldade para falar sobre os livros do Cornwell. O cara é tão bom que só lendo mesmo para entender... Os personagens que ele cria são muito marcantes. 

Agora o nosso Uhtred está com 20 anos. Nessa idade, ele mesmo se reconhece como "arrogante, imbecil e cabeça-dura". De fato, ele faz burradas... Mas ainda tem muita história pela frente para ele melhorar em alguns aspectos. Espero.

Odda, o jovem se tornou o querido do Rei Alfredo. Isso porque ele abraçou o cristianismo enquanto Uhtred só se rebela. Depois da humilhação que Alfredo fez Uhtred passar, o rapaz só piorou com suas atitudes, inclusive descontou um pouco da fúria em Oswald, que trabalhava para ele. E essa atitude teve consequências. Em Wessex, Uhtred estava até conhecido como Uhtred, o Maligno. 

Mildrith, a esposa de Uhtred, está cada vez mais distante dele. Ficou claro que os dois não têm nada a ver um com o outro e o casamento passa por dificuldades. Ela sofre com algumas atitudes do rapaz. E tudo só piora quando Iseult aparece na história. A moça tem um papel importante, mas traz uma tragédia na família de Uhtred.

Ragnar está como refém de Alfredo e Uhtred tenta reencontrar o amigo. Muitas reviravoltas acontecem e Uhtred se vê salvando a vida de Alfredo e ficando ao lado dele por um período. 

Se é uma série que recomendo? Muito. Ansiosa para ler a continuação.

Veja um pouco do primeiro livro: O Último Reino

E a lista dos demais livros da série: Crônicas Saxônicas  

Resenha do livro Princesa de Papel

3 de julho de 2018

Levei meses para ler esse livro. Cheguei mesmo a abandoná-lo e depois fui retomando a leitura aos poucos. Motivo: fui enganada pela capa e título. Eu pensei que se tratava de uma história sobre princesa mesmo, tipo A Fúria e a Aurora. Só que essa história é mais o estilo Belo Desastre, uma história sobre irmãos pervertidos e possessivos com uma mocinha tolamente apaixonada no meio.

Ella Harper nunca conheceu seu pai. E agora estava órfã de mãe. A garota tinha que trabalhar e se virar para continuar estudando e sobrevivendo. Até que um homem chamado Callum Royal aparece em sua vida alegando ser o seu tutor e a levando para morar com ele em sua mansão. Callum é viúvo e tem 5 filhos. Ele era o melhor amigo do pai de Ella, que também morreu, e agora é papel dele fazer por Ella o que seu pai teria feito se a tivesse conhecido antes.

Os 5 filhos de Callum são todos garotos um pouco problemáticos. Eles também têm problemas com o pai, o responsabilizam pela morte da mãe. Ella se apaixona por Reed, o líder da "gangue". Ele a trata supermal, é arrogante e nem um pouco interessante, mas Ella (fútil também) gostou justamente desse Royal. Então, a história é uma enrolação de pega e despreza, pega e despreza. E, no final, tem uma garota má disposta a prejudicar a todos. 

Dizem as resenhas por aí afora que os próximos livros são melhores. Não pretendo conferir agora. No entanto, confesso que fiquei um pouco curiosa sobre alguns fatos que ficaram em aberto nesse primeiro livro. 

Leia também: Um lugar para o amor