17 de julho de 2018

Primeiras impressões sobre o livro 1984


1984, que foi originalmente publicado em 1949 é uma distopia futurista e considerado um clássico moderno. Gostei das primeiras páginas. Lembrei de Fahrenheit 451, que li em janeiro/fevereiro deste ano. 

O início da história descreve a vida de Winston, um homem de 39 anos que, como as demais pessoas, vive "aprisionado" pelo Estado. Na parede de todo apartamento há uma teletela, que fica ligada o tempo inteiro e transmite o que bem deseja. O morador do apartamento apenas pode controlar o se volume, às vezes, mas não pode desligá-la. A teletela também capta tudo o que é falado, como uma espécie de "escuta". E também filma. Mas há lugares do apartamento que sua câmera não alcança. E é se aproveitando disso que Winston decide escrever um diário, o que também é proibido. Ele conseguiu comprar um caderno e sentiu o desejo de escrever para o futuro, mesmo sendo incerto.

Winston começa registrando sobre um filme que viu no cinema na noite anterior. Os filmes sempre mostravam guerra e violência. E as pessoas aplaudiam. Uma mulher se indignou com a violência e foi retirada do cinema pela polícia.

Uma das programações que passava na teletela era Dois Minutos de Ódio. O programa era variado, mas o personagem principal era sempre o mesmo: Goldstein, um renegado e apóstata. Tinha sido um homem importante, mas se rebelara, havia sido condenado à morte e fugira. O propósito do programa era exatamente o que o título sugeria. As pessoas se sentiam com ódio, fúria, ao ver a imagem do traidor Goldstein e passavam a venerar o Grande Irmão. Outro fato que ocorria, é que era possível transferir o alvo desse ódio a outra pessoa. No caso de Winston, era uma garota de cabelos pretos. Ele a odiava.

Essas programações na realidade eram uma espécie de hipnose, mas Winston parecia estar imune. Ele fingia agir como os outros, mas algo nele havia despertado.

As crianças eram terríveis. Adoravam o Partido, foram treinadas para serem fiéis a ele. Gostavam de ver os enforcamentos aos quais eram submetidos os prisioneiros. Os pais temiam os filhos. Pois era comum quando as crianças ouviam algum comentário contrário ao Partido, denunciarem os pais. Winston não fazia parte dessa geração. Ele perdeu a mãe muito cedo. Provavelmente ela fora "abduzida" como os outros pais.

"A memória de sua mãe atormentava seu coração porque ela morrera amando-o quando ele era jovem e egoísta demais para poder retribuir o seu amor."

Gostei das primeiras páginas do livro. Sem dúvida, mais adiante, retomarei esta leitura. Imagino muitas aventuras ainda na vida de Winston.

Leia também: Fahrenheit 451
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