25 de fevereiro de 2014

Resenha do livro De Volta para Casa



Sinopse

Cassie Madison fugiu de Walton, Geórgia, para Nova York quando soube que sua irmã, Harriet, e seu amor, Joe, a tinham traído e iam se casar. Ao chegar em Manhattan, sua ideia era se reinventar, mergulhar de cabeça na carreira e até mesmo perder o sotaque provinciano. Tudo para apagar seu passado marcado pela traição e por uma família que não lhe tratara com o devido cuidado.
Mas, numa noite, um único telefonema de sua irmã trouxe de volta tudo o que ela pretendia esquecer. Com o pai muito doente, ela foi obrigada a fazer a viagem de volta e, enquanto arrumava as malas, seus maiores medos eram que o pai morresse sem que ela pudesse estar com ele e... encontrar a família feliz que Harriet e Joe tinham construído.
Já em Walton, Cassie percebeu que enfrentaria uma imensa batalha particular, porque, afinal, ela não conseguia deixar de amar seus sobrinhos — e nem deixar de se sentir em casa, naquela cidadezinha de sua infância.
Enquanto se dividia entre o rancor e a esperança, velhas e queridas lembranças e uma mágoa insustentável, o destino arrumaria uma forma de aproximá-la do que realmente importa: o verdadeiro amor.

Resenha

De Volta para Casa tem uma sinopse interessante. Quando a li senti logo o desejo de ler este livro. É o primeiro livro da Karen White que leio. A autora tem um estilo interessante. Gostei da dose de humor que ela acrescentou à história. Embora ela também tenha caprichado na parte dramática.

Cassie é uma personagem que de início não me encanta. Ela chega a Walton se sentindo muito superior ao lugar e às pessoas do lugar. No entanto, dou um desconto a ela por causa da triste humilhação que sofreu em seu passado. Afinal, uma traição não é fácil, ainda mais quando envolve o namorado e sua própria irmã. É algo difícil de ser superado. Então é justificável que Cassie tenha passado 15 anos sem retornar ao lugar onde nascera e sem contato com as pessoas do lugar. 

Apesar da história ser boa, ela só se torna interessante mesmo depois de praticamente a metade do livro. Pois no início Cassie apenas revê algumas pessoas de seu passado, se queixa da falta de progresso do lugar, essas coisas. Menospreza a companhia de Sam Parker, um antigo colega de escola e atualmente médico do lugar, embora sinta uma certa atração por ele.

Aos poucos Cassie vai perdoando a irmã e se reabituando à cidade, às pessoas e se aproximando mais de Sam. 

Uma situação trágica acaba fazendo Cassie rever o seu desejo de ir embora e contribui muito para o amadurecimento dela, a capacidade de perdoar e entender certas coisas. Sem dúvida a vida nos dá grandes lições, e De Volta para Casa ilustra muito bem as voltas que a vida pode dar.

24 de fevereiro de 2014

Resenha de O Livro do Amanhã


Sinopse

Tamara Goodwin sempre teve tudo o que quis e nunca precisou pensar no amanhã. Contudo, de repente, seu mundo vira de cabeça para baixo e ela precisa trocar sua confortável vida da metrópole por uma cidadezinha do interior. Assim, Tamara logo se sente solitária e louca para voltar para casa.

Então, uma biblioteca itinerante chega ao vilarejo, trazendo junto um misterioso livro de couro trancado com uma fivela dourada e um cadeado. O que Tamara descobre ao longo de suas páginas a deixa surpresa. E tudo começa a mudar das maneiras mais inesperadas possíveis... Será possível mudar o amanhã?


Resenha


Depois de ler o maravilhoso P.S. Eu te Amo e A Vez da Minha Vida de Cecelia Ahern, eu esperava que O Livro do Amanhã fosse tão bom quanto esses livros. E para minha surpresa... Não foi nada do que esperava. A história tinha tudo para ser boa, mas a narração é que foi cansativa. 

Poucos diálogos e longas descrições do ponto de vista de uma adolescente mimada, Tamara Goodwin. A personagem até que evoluiu um pouquinho (pouco mesmo) ao longo da história. Mas não foi suficiente para encantar. As partes mais interessantes do livro foram pouco exploradas ao passo que páginas e páginas foram desperdiçadas com informações irrelevantes à história.

Como eu sou romântica, gostaria de mais detalhes nas cenas entre Tamara e Marcus. Mas o rapaz se foi tão rapidamente quanto veio e a história dos dois não trouxe nenhuma emoção. Uma pena.

Imaginei a irmã Ignatius como uma velhinha sábia e que contribuiria mais com Tamara para desvendar alguns mistérios, mas a boa velhinha se omitiu boa parte da trama deixando para revelar o que já estava óbvio apenas no final do livro. Ok, no final do livro as revelações são até boas, mas depois de tantas páginas de leitura cansativa nem fica um final tão surpreendente assim. O mais interessante é o que fica no ar: um futuro feliz da personagem, sem culpas e sem mistérios e a frase mais inteligente que ela diz: “Temos de fazer nossos próprios amanhãs...”

8 de fevereiro de 2014

Resenha de Uma Questão de Confiança



Uma Questão de Confiança foi um livro que não me chamou atenção pela capa nem pela sinopse, portanto ele não estava no topo da minha pilha de livros. Mas eu não julgo um livro pela capa e isso só me prova mais uma vez que estou certa, pois foi só começar a leitura para perceber que o livro me prenderia. Fui dormir tarde, arrumei uma folga durante o dia e em três dias concluí a leitura dele. 

O início da história parece bem normal, com Callie batalhando para criar sozinha sua filha, Rae, já que está separada de Tom e o trabalho exige que ele viaje muito.

Callie se sente abandonada e com uma vida vazia por não trabalhar e ter uma vida social mais ativa. Ela passa maior parte do tempo procurando coisas para fazer com Suzy, sua amiga, vizinha e mãe de três garotos. Desde o início do livro ela deixa claro que a amizade com Suzy é por pura conveniência, já que elas não tem muito em comum e Callie se sente sozinha. Uma ajuda um pouco a outra a cuidar dos filhos, o que favorece callie quando ela decide voltar a trabalhar.

Nesse mesmo período se muda para perto delas um casal. Debs e seu esposo, Allen. Debs está traumatizada por algo terrível que aconteceu recentemente em sua vida e por isso ela sofre com umas crises nervosas. 

Até aí a história não prende muito a atenção, mas as informações do início do livro são importantes para compreender melhor os acontecimentos que se desenvolverão. O ponto auge é quando Callie se atrasa no trabalho, pede para Suzy pegar Rae na escola, surge um imprevisto e Suzy pede para que Debs pegue Rae, já que Debs trabalha na escola e elas são vizinhas. Um pequeno acidente acontece. Callie fica confusa sem saber exatamente de quem foi a culpa. Debs e Suzy acusam uma a outra e então muitos mistérios começam a se revelar e é nesse momento que um suspense psicológico não permite que você largue mais o livro, pois você não sabe mais em quem confiar. Na verdade, até mesmo Callie tem seus mistérios, o que deixa as três mulheres num mesmo patamar.

É um livro que você não imagina o que pode acontecer no final. Cada vez que você vira a página é surpreendido por uma nova informação que pode mudar tudo. Com certeza você vai se surpreender e amar essa história. É um livro que vale a pena ler.

Resenha de Esc@ndalo





Gostei muito da oportunidade que tive de ler esse livro. A princípio gostei da capa, da sinopse, enfim, foi uma história que me interessou e não decepcionou.

Amelia Wilkes é a única filha de Harlan Wilkes, um homem rico e bem-sucedido profissionalmente. Harlan não mede esforços para cuidar do bem-estar de Amelia, pelo menos através do ponto de vista dele, que dita que Amelia deve ser uma excelente profissional com um casamento perfeito e um marido perfeito. Nada que os pais não desejem para suas filhas, o problema é que Harlan nunca pede a opinião de Amelia e acha que tudo deve ser do jeito que ele ordenar.

Por causa do jeito superprotetor do pai, Amelia esconde seu namoro com Anthony Winter, um garoto que estuda no mesmo colégio que ela, mas é de um nível social inferior. Anthony é filho de Kim, professora deste mesmo colégio. 

Anthony e Amelia estão perdidamente apaixonados e planejam ter um futuro juntos. Mas tanta paixão os levaram a cometer algumas loucuras, como compartilhar fotos íntimas. O que eles não imaginaram foi que Harlan acabaria por ter acesso a essas fotos e descobrindo da pior maneira possível sobre o romance de Amelia.

Movido pela fúria Harlan envolve a polícia no caso, mas o que ele não imaginava é que Anthony não era, afinal, tão culpado assim.

Escândalo é um livro que vai lhe envolver, lhe deixar com certa indignação, mas é uma leitura interessante. Só não gostei muito do final. Achei um pouco fantasioso... Mas a leitura compensa e serve de alerta às pessoas que expõem sua intimidade através de fotos e as compartilham, mesmo que seja com alguém de sua inteira confiança.

Resenha de Destrua-me


A Editora Novo Conceito disponibilizou há alguns meses a versão digital do livro Destrua-me. Um livro avulso à trilogia de Tahereh Mafi. Estilhaça-me, o primeiro livro da trilogia é de tirar o fôlego. Amei a forma como a autora escreve. É envolvente. O segundo livro, Liberta-me, não decepcionou. Continuei amando a escrita e a história se tornou até mais interessante. Só depois de ler Liberta-me, que eu decidi ler Destrua-me. Pois no segundo livro a autora nos apresentou um Warner mais humano, apaixonado. Ele ganhou alguns pontinhos no meu conceito com isso, e como eu já sabia que Destrua-me se tratava da versão de Warner sobre alguns fatos, resolvi ter a oportunidade de conhecê-lo um pouco mais. Confesso que fiquei um pouco dividida e isso é raro acontecer. Juliette e Adam formavam um casal perfeito. As cenas deles juntos são eletrizantes, você devora as páginas por causa da forma como a autora descreve esse momento. Palavras mágicas para descrever um simples beijo. Só que Warner é tão apaixonado por Juliette quanto Adam, e ele parece ter uma conexão a mais com Juliette. Ele também conhece a solidão. O tipo de solidão que ela sente. Destrua-me nos revela os sentimentos de Warner a respeito não apenas de Juliette, mas do seu pai e da posição que ele ocupa. E quanto a Warner e Adam, bom, os dois mocinhos querem proteger e amar Juliette. Ambos são perdidamente apaixonados por ela, vamos ver o que autora nos reserva no último livro da série.

Resenha de Cruzando o Caminho do Sol





Cruzando o Caminho do Sol foi um livro que ficou guardadinho durante um bom tempo em minha estante. Não estava na lista dos livros que eram prioridade, mas... Quando finalmente peguei nesse livro... Só consegui ter sossego ao chegar o final da história, pois a cada momento ficava pensando no que iria acontecer, o que iria ser da vida desses personagens. Bom, cheguei ao final e posso dizer que Cruzando o Caminho do Sol foi um dos livros mais belos que já li.

Tudo começou quando um Tsunami destruiu a casa, a família e os sonhos das irmãs Ghai. Elas se viram sozinhas e desamparadas, o único lugar em que poderiam procurar abrigo era no colégio em que estudaram, mas o caminho até lá em meio a estradas destruídas seria muito difícil. Sem outra alternativa, elas arriscaram fazer o percurso até Chennai com um motorista de aparência nada confiável. E os seus temores se tornaram realidade quando elas perceberam que haviam sido sequestradas e posteriormente vendidas para o comércio da escravidão. 

Sem os pais, sem dinheiro e sem dignidade, foi assim que as meninas tiveram que encarar a nova realidade. 

Do outro lado do mundo, o norte-americano Thomas Clarke vive um conflito em sua vida pessoal e profissional. Seu casamento estava quase destruído e a tão almejada carreira de advogado estava ficando sem sentido. O que na verdade Thomas sentia era a necessidade de lutar por uma boa causa. Thomas decide ir para a Índia reatar seu casamento e trabalhar numa organização com questões relacionadas ao tráfico humano e violência sexual na Índia. 

Na Índia Thomas acaba tomando conhecimento da história de Sita e Ahalya. Comovido e determinado, Thomas não mede esforços para que a história das duas irmãs tenha um final feliz.

Apesar de seu uma ficção, Cruzando o Caminho do Sol nos mostra a realidade de muitos países que exploram garotas no comércio sexual. É uma leitura chocante e comovente.

O livro apresenta um poema de Sarojini Naidu que representa muito bem os sentimentos das irmãs Ghai.

"Não, não chore; nova esperança, novos sonhos, novos rostos, 
e a alegria não vivida dos anos que estão por vir 
vai mostrar que o coração pode enganar o sofrimento, 
e que os olhos podem as próprias lágrimas iludir. 

Não, não sofra, embora viva a escuridão de seus problemas, 
o tempo não vai parar, e nem andar atrasado; 
o dia de hoje que parece tão longo, tão estranho e amargo, 
breve estará esquecido no passado."

Sarojini Naidu