4 de maio de 2012

Resenha do livro Caminhada





Fazia um tempinho que eu não lia algo, digamos assim, filosófico. Até lembrei dos meus tempos de faculdade. Bons tempos, mas que eu não desejo que voltem mais!


O livro Caminhada do autor Henry David Thoreau foi publicado ano passado pela Editora Dracaena. E...(volta um pouquinho). Me senti incomodada ao me referir a Thoreau somente como escritor. O cara foi mais que isso. Foi pesquisador, historiador, filósofo, transcendentalista, e deixou vários livros, ensaios, artigos, registrados por aí.


O livro A Caminhada trata das reflexões do autor sobre a natureza. E mais que uma reflexão, a leitura nos proporciona uma visão mais crítica do envolvimento do homem com o meio natural onde vive. Meio que ele destrói continuamente.


É impressionante a capacidade do homem de viver uma vida inteira em meio à natureza e não percebê-la. Isso mesmo, o homem não percebe a natureza, pois a natureza não é o jardim da sua casa. Thoreau fala da natureza selvagem, aquela que o homem não mexeu, aquela que, intacta, serve de refúgio e moradia para todos os seres.


É um livro gostoso de ler. Marquei várias partes, mas claro que não dá para compartilhar tudo. Vou citar apenas dois trechinhos do livro:


“Enquanto quase todos os homens sentem uma atração irresistível que os arrasta para a sociedade, poucos são atraídos fortemente para a natureza. Em suas reações à Natureza, os homens me parecem, em sua maior parte, e em que pese sua arte, inferiores aos animais. Quão pouco se aprecia a beleza da paisagem entre nós!” p.46


De fato estamos mais acostumados a destruir a natureza do que saber aproveitá-la. A nossa vida seria bem mais interessante se nos desligássemos um pouco da correria diária e reduzíssemos os passos para olhar em nossa volta e apreciar o que ainda não foi destruído.


“Preservar animais selvagens implica geralmente na criação de um floresta que lhes sirva de morada ou refúgio. O mesmo se dá com o homem.” P.33


O livro Caminhada é bastante conscientizador. Nos mostra o quanto dependemos da natureza para a nossa própria sobrevivência, não somente a física, mas a espiritual. É um alimento para a nossa alma apreciar as flores, a vegetação e os animais. Reservar um tempo para estar com eles e enxergar com os olhos da alma o que há de mais belo no mundo.


É um livro que recomendo.


Para mais informações acesse: http://www.dracaena.com.br/
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2 comentários:

  1. Parabéns pela resenha. Já li Desobediência Civil e Walden, mas este não conhecia. Vou ler.

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