12 de outubro de 2017

Resenha do livro Deuses Americanos



Primeiro livro de Neil Gaiman que leio. Ele não estava na minha lista de autores. Meu contato com Deuses Americanos se deu por conta da leitura em conjunto em um clube de leitura on-line. 

Conhecer essa obra do autor foi uma experiência boa. Tirando algumas cenas estranhas, Deuses Americanos é um bom livro.

Shadow é um presidiário prestes a voltar para casa. Não se enganem pelo fato dele ser presidiário, pois nunca vi um rapaz com um coração tão nobre. E foi justamente por isso que foi preso. Por não saber dizer não. Shadow é muito passivo. Essa característica dele pode até irritar a alguns leitores, mas não a mim. Achei ele um fofo. 

A saída de Shadow da prisão estava com os dias contados e tudo parecia ir muito bem. Mas até o próprio Shadow duvidava desse fato. As coisas pareciam ir bem demais. No entanto, assim que pôs os pés fora da prisão, as coisas foram tomando rumos inesperados. 

Um novo personagem surge, conhecido como o Wednesday, e a vida de Shadow se transforma por completo. Shadow, aos poucos, vai conhecendo os deuses, seres que ele jamais pensou existir. E esses deuses nada mais são que as coisas que os seres humanos "adoram". Tem deus para tudo.

Laura, a esposa de Shadow, é uma personagem com um papel bem importante durante toda a história. Ela comete muitos erros, mas, ao mesmo tempo, é a principal protetora de Shadow diante dos perigos que ele passa a correr. Ela reconhece o coração bondoso do marido: "Você brilha como um farol em um mundo tomado pela escuridão". 

Espero conhecer outros livros do Neil Gaiman em breve. Foi interessante a leitura.

Sinopse

Deuses americanos é, acima de tudo, um livro estranho. E foi essa estranheza que tornou o romance de Neil Gaiman, publicado pela primeira vez em 2001, um clássico imediato. Nesta nova edição, preferida do autor, o leitor encontrará capítulos revistos e ampliados, artigos, uma entrevista com Gaiman e um inspirado texto de introdução.
A saga de Deuses americanos é contada ao longo da jornada de Shadow Moon, um ex-presidiário de trinta e poucos anos que acabou de ser libertado e cujo único objetivo é voltar para casa e para a esposa, Laura. Os planos de Shadow se transformam em poeira quando ele descobre que Laura morreu em um acidente de carro. Sem lar, sem emprego e sem rumo, ele conhece Wednesday, um homem de olhar enigmático que está sempre com um sorriso no rosto, embora pareça nunca achar graça de nada.
Depois de apostas, brigas e um pouco de hidromel, Shadow aceita trabalhar para Wednesday e embarca em uma viagem tumultuada e reveladora por cidades inusitadas dos Estados Unidos, um país tão estranho para Shadow quanto para Gaiman. É nesses encontros e desencontros que o protagonista se depara com os deuses — os antigos (que chegaram ao Novo Mundo junto dos imigrantes) e os modernos (o dinheiro, a televisão, a tecnologia, as drogas) —, que estão se preparando para uma guerra que ninguém viu, mas que já começou. O motivo? O poder de não ser esquecido.
O que Gaiman constrói em Deuses americanos é um amálgama de múltiplas referências, uma mistura de road trip, fantasia e mistério — um exemplo máximo da versatilidade e da prosa lúdica e ao mesmo tempo cortante de Neil Gaiman, que, ao falar sobre deuses, fala sobre todos nós.
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2 comentários:

  1. Muito bom Elaise, livro realmente foi maravilhoso, meu primeiro Gaiman tbm. Esse livro me causou um impacto enorme...! Gostei de ler sua resenha e relembrar alguns pontos. Beijos!

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