Resenha do livro Aos perdidos, com amor

13 de setembro de 2018 0 comentários


Sabe aquela história tão fofinha que você não consegue parar de ler? "Aos perdidos, com amor" é assim. Fiquei encantada com do início ao fim. 

Foi o meu primeiro contato com a autora Brigid Kemmerer e acredito que, publicado no Brasil, ela só tenha esse livro mesmo. 

"Aos perdidos, com amor" foi publicado em outubro de 2017 pela Editora Plataforma 21. O livro fala sobre Juliet Young, uma jovem de 17 anos que perdeu a mãe recentemente em um acidente de carro. Juliet sempre escreveu cartas para a sua mãe, que trabalhava como fotojornalista e viajava muito por conta disso. E, desde que sua mãe morreu, ela continuou escrevendo cartas e deixando-as no cemitério, no túmulo de sua mãe.

Certo dia, Juliet vê que uma pessoa rabiscou em sua carta. A pessoa fez um comentário sobre a dor que Juliet sentia, dizendo que a entendia. Juliet fica enfurecida e escreve uma resposta para a pessoa que escreveu em sua carta. A partir daí, elas começam a se corresponder.

A pessoa que respondeu a carta foi Declan Murphy, um jovem rebelde que cumpre pena prestando serviço no cemitério. Ele estuda na mesma escola que Juliet. Ela sabe quem ele é, mas não imagina que o mesmo rapaz com quem se corresponde.

Aos pouquinhos Juliet vai se envolvendo com o rapaz das cartas. E, aos pouquinhos também, os segredos em torno dela e Declan vão se resolvendo.

Declan é aquele típico rapaz durão que na verdade é assim porque a vida é muito dura com ele. O pai alcoólatra arrumou uma bela confusão na família onde as consequências foram severas para todos, inclusive para o jovem Declan. A mãe dele, Abby, age de uma forma muito omissa diante do sofrimento do filho durante boa parte da história. E o padrasto de Declan, Alan, é um horror. Só que o principal problema é a falta de diálogo familiar. Todos ali sofrem, mas não sabem como resolver seus problemas.

Ainda bem que Declan tem companhias agradáveis: o seu melhor amigo Rev, um jovem que também teve seus problemas na vida e carrega cicatrizes. A mãe adotiva de Rev, Kristin, também é um verdadeiro amor.

Na escola, a professora Hillard é aquele exemplo de profissional que enxerga os alunos como seres humanos. Ela vê em Declan o potencial que ele tem e o ajuda muito.  

Juliet também enfrenta problemas com o pai. Desde a morte da mãe eles se afastaram um pouco, cada qual vivendo o luto da sua forma. 

No final, tudo vai se encaixando e algumas surpresas são reveladas.

É um livro que recomendo muito. É para o público adolescente, mas os adultos também vão aprender boas lições com essa história.

Leia: O céu está em todo lugar (essa história é belíssima também).

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